quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PARADA FEIRA DE SANTANA

Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
FEIRA DE SANTANA (BA)
Parada feirense
Transexuais e Travestis foram as homenageadas da 9ª Parada Gay de Feira de Santana (BA) neste domingo
por Valdeck Almeida de Jesus (para o MundoMa

Valdeck Almeida de JesusGogo boys e dag queens animaram a manifestação

FEIRA DE SANTANA (BA) – Muita purpurina, festa, alegria, fotos, fantasias e música eletrônica com o DJ Márcio Camposderam o tom da comemoração na Praça de Alimentação, no centro de Feira de Santana, na 9ª Parada Gay de Feira de Santana, realizada ontem, 29.

Muitos gays, lésbicas, travestis, transexuais e transformistas, de Salvador e da região metropolitana, foram à cidade demonstrar que a luta contra a homofobia não parou. O que parou mesmo foi a cidade para assistir a mais uma manifestação a favor da vida, dos direitos humanos e das minorias.

Phabyo Ribeiro e Rafael Oliveira, presidente e vice, respectivamente, do Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual (Glich), deram início à Parada com o Hino Nacional cantado por Célia Zai, cantora evangélica que, além de excelente voz e simpatia contagiante, sabe colocar em prática o “amor ao próximo” tão pregado por muitas pessoas mas que, na prática, não sabem o que fazer.

A badalação, muita fechação, beijos e abraços, demonstrações de afeto em plena Avenida Getúlio Vargas, além das cores vivas e muita descontração deram o clima que se seguiu até o fim da festa, por volta das 19h. Isso sem nenhuma briga ou prisão, segundo os organizadores da festa. Marcaram presença personalidades como a vereadora transexual de Salvador Leo Kret (PR-BA), Olívia Santana (PCdoB-BA), entre outros. De acordo com a organização da Parada, mais de 60 mil pessoas estavam nas ruas, participando da festa.

Glich – O trabalho de afirmação da cidadania e de fortalecimento dos laços sociais é o foco da atuação do Glich. Formado por meninos-rapazes de Feira de Santana, o Glich realiza atividades voltadas, principalmente, contra a violência, discriminação e preconceito desde a fundação, em 2002. Em 2010 a Parada Gay da Princesinha do Sertão, como é conhecida Feira de Santana, pede respeito para Travestis e Transexuais, pessoas que precisam de apoio institucional e de reconhecimento da cidadania plena.

A discussão serve para dar visibilidade e aprofundar discussões a respeito de saúde, direito de usar o nome social, colocação no mercado formal, acesso ao serviço de saúde, dentre outros direitos previstos na Constituição Federal. A Parada serve tanto de festa social como palco para a reivindicação de tratamento igual, além de dar visibilidade a uma parcela da população que nem sempre tem espaço.

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